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APRESENTAÇÕES DO LABORATÓRIO CRIATIVO 

MUSEU, TEATRO E HISTÓRIA

PARTICIPANTES SELECIONADES!

Agradecemos a todes que se inscreveram nos laboratórios criativos da Complexo Sul 2020. Entre os participantes, estão artistas e pesquisadores da Argentina, do Brasil, da Colômbia, do Equador e do México!

 

Os laboratórios conduzidos por Daniele Avila Small e Felipe Vidal serão realizados em português. A oficina de Andrés Castañeda, em espanhol. Em todos eles, haverá uma monitora presente para colaborar com o intercâmbio entre falantes de português e espanhol.

SITIO SPECIFIC, UNA PUESTA ON-LINE

 

OFICINA ONLINE COM ANDRÉS CASTAÑEDA

Segundas e quartas das 15h às 18h, pelo Zoom

De 07.12.20 a 16.12.20

 

O espaço e o tempo. O tempo e o espaço. Duas categorias que servem para explicar toda a realidade, duas coordenadas que se entrecruzam para falar sobre algo antes

indefinido, inexistente.

Georges Perec

 

O termo site-specific se refere a um tipo de trabalho especificamente desenhado para um lugar em particular, no qual se pretende uma interação única com o espaço. Cada lugar que habitamos, casas, escritórios, ruas, automóveis, edifícios, são cenografias dadas, que contêm elementos visuais, de iluminação, sonoros, plásticos, que detonam metáforas, analogias, poéticas, rastros afetivos e psicológicos. Se invadimos a rotina cotidiana desses espaços, alteramos as suas naturezas e, ao mesmo tempo, os ressignificamos.

Devido à crise sanitária que o mundo enfrenta, nos vimos obrigados a

permanecer confinados e vigiados em nossas casas durante meses, pelas políticas de segurança que os diferentes países implementaram. Este confinamento nos forçou a transformar nossos espaços íntimos em outros cenários, para continuar de uma forma ou de outra com o que até agora era nossa vida, a partir de um mesmo lugar e vigiados, nos colocando em um plano de representação no qual reconstruímos e teatralizamos nossas vidas.

 

Este laboratório se propõe a investigar a condição de site specific (o banheiro, a cozinha, o quarto, a janela), para desta vez colocar estes lugares no plano da construção e da criação-poética, para mais uma vez ressignificar, subverter, observar e questionar o espaço que nos vigia. Cada lugar é, em si mesmo, um produtor de textos, gestos, ações, sons e imagens. Trabalharemos a partir de cada um desses materiais que emergem destes espaços enquanto site specific.

 

Trabalharemos a partir dos textos: Espécies de espaços de George Perec, Corpos dóceis de Michel Foucault e O livro das passagens de Walter Benjamin.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Andrés Castañeda é artista interdisciplinar, ator, performer e diretor. É Mestre em Teatro e Artes Vivas pela Universidade Nacional da Colômbia. Como bolsista do Conservatório de Música da mesma universidade, foi diretor da encenação da oficina de ópera. Desde 2002, faz parte do Mapa Teatro Laboratório de Artistas, como ator/performer e pesquisador. Como ator, desenvolve seu trabalho no teatro, cinema e televisão.

Carga horária: 12 horas

Número máximo de participantes: 10

A oficina será realizada em espanhol, com a presença de uma monitora para colaborar com o intercâmbio entre falantes de português e espanhol

As inscrições devem ser feitas até o dia 25 de novembro pelo formulário https://forms.gle/W9vXSbypEcXEon327

MUSEU, TEATRO E HISTÓRIA

 

LABORATÓRIO CRIATIVO ONLINE COM DANIELE AVILA SMALL

Encontros coletivos às terças e sextas das 10h às 12h, pelo Zoom

De 01.12.20 a 18.12.20

 

A proposta do laboratório é reunir artistas de teatro para experimentar a criação na linguagem da palestra-performance, tendo como tema as relações possíveis entre teatro e história em museus.

 

Cada participante vai criar, ao longo dos encontros, uma palestra-performance online de curta duração que aborde alguma questão relativa ao tema proposto, exercitando uma espécie de crítica historiográfica das narrativas que aparecem em museus, sítios históricos ou monumentos, bem como as teatralidades dos seus dispositivos de apresentação.

Podem ser considerados museus de arte, de história ou de ciências; museus digitais; instituições visitadas de corpo presente ou conhecidas apenas à distância; museus imaginários; acervos permanentes ou exposições temporárias; coleções imateriais; a disposição espacial das obras ou objetos; as estratégias de mediação; as visitas guiadas etc.

Os exercícios criativos devem ser feitos individualmente, mas a colaboração mútua entre os participantes será estimulada. Cada participante terá autonomia de escolha quanto ao que deseja abordar, mas haverá um diálogo criativo com a diretora que conduz o processo, que vai colaborar com as criações como se fizesse uma curadoria de uma exposição de palestras-performances. Ao final, cada participante deverá fazer uma apresentação de até vinte minutos.

Os encontros com o grupo inteiro vão acontecer às terças e sextas, das 10h ao meio-dia. Outros encontros, individuais ou em pequenos grupos, para orientação teórica, de dramaturgia e encenação, serão marcados em outros horários de acordo com a disponibilidade de cada um.

 

Esse trabalho é um desdobramento das pesquisas iniciadas com a peça Há mais futuro que passado – Um documentário de ficção, projeto idealizado por Clarisse Zarvos e Daniele Avila Small, e que tem uma filmagem disponível neste link, com opção de legendas em inglês: https://vimeo.com/210527894 

 

Daniele Avila Small (Rio de Janeiro, 1976) é crítica, pesquisadora e curadora de teatro. Doutora em Artes Cênicas pela UNIRIO, é idealizadora e editora da revista Questão de Crítica. Em 2017, dirigiu Há mais futuro que passado – um documentário de ficção. Foi curadora dos Olhares Críticos, eixo reflexivo da MITsp entre 2018 e 2020, dentre outros projetos de formação, teoria e crítica de teatro desde 2011, como as edições do Encontro Questão de Crítica, do IDIOMAS – Fórum Ibero-Americano de Crítica de Teatro e da Complexo Sul – Plataforma de Intercâmbio Internacional. Integrou também as equipes de curadoria do FIT BH 2018 no projeto Corpos Dialetos, da 6ª edição da Janela de Dramaturgia (CCBB-BH) e da seleção local do FIAC – Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia. Em 2020, foi uma das curadoras da Mostra Temática da 14ª CineBH, dedicada ao teatro online.

 

Número máximo de participantes: 20

O laboratório será realizado em português, com a presença de uma monitora para colaborar com o intercâmbio entre falantes de português e espanhol

As inscrições devem ser feitas até o dia 25 de novembro pelo formulário https://forms.gle/oFnzYYJbKcHmm7eW7

OUTROS MUNDOS

LABORATÓRIO CRIATIVO COM FELIPE VIDAL

Encontros coletivos às terças e quintas das 18h às 20h, pelo Zoom

De 01.12.20 a 17.12.20

A proposta do laboratório é dialogar com as canções do lado B do álbum Dois da Legião Urbana, continuando a pesquisa para a obra Dois (mundos) do Complexo Duplo, que iniciou sua trajetória como um experimento cênico online, em episódios, partindo das canções do lado A do disco. De julho a outubro deste ano foram criados e apresentados seis episódios, que dialogavam com cada uma das primeiras faixas do disco e que eram ao mesmo tempo uma obra autônoma e uma parte do processo de trabalho para o espetáculo que o Complexo Duplo pretende estrear em um teatro, assim que for possível e seguro.

 

A ideia é que cada participante crie, ao longo dos encontros, uma palestra-performance online de curta duração que dialogue com uma das canções do álbum, se utilizando de dispositivos e estratégias já experimentadas nos episódios do Lado A, mas também buscando e trazendo novos caminhos e horizontes.

 

Os exercícios criativos devem ser feitos individualmente, mas a colaboração mútua entre as artistas será estimulada. Cada uma trabalhará a partir de uma destas canções do lado B do álbum, são elas: Metrópole, Plantas debaixo do aquário, Música Urbana 2, Andreia Dória, Fábrica e Índios. Haverá um diálogo criativo com a diretor que conduz o laboratório, que vai colaborar com as criações como um provocador/ articulador. Ao final, cada integrante deverá fazer uma apresentação de até vinte minutos.


Esta apresentação fará parte do material para o processo de trabalho do espetáculo Dois (mundos) do Complexo Duplo, mas também terá o seu resultado exibido – online – como um experimento autônomo.

 

Como a equipe inicial de criação de Dois (mundos) parte do elenco de Cabeça (Um documentário cênico), que é formado só por homens, esta convocatória busca parceiras criadoras mulheres. Buscamos atrizes e criadoras de teatro e cinema do Brasil e de toda a América Latina.

Os encontros com o grupo inteiro vão acontecer às terças e quintas, das 18h às 20h. Outros encontros, individuais ou em pequenos grupos, para orientação teórica, de dramaturgia e encenação, serão marcados em outros horários de acordo com a disponibilidade de cada um.

Link para o primeiro episódio do Lado A de Dois (mundos), Daniel da cova dos leões:

https://www.youtube.com/watch?v=mn8zwrsPm7g

 

Esse trabalho é também um desdobramento das pesquisas iniciadas com Cabeça (um documentário cênico), espetáculo do Complexo Duplo de 2016 e que tem uma filmagem disponível neste link:  https://www.youtube.com/watch?v=7uqaNUpxO6Q

Felipe Vidal (Rio de Janeiro, 1974) é diretor de teatro, ator, dramaturgo, tradutor e preparador de elenco de cinema e TV. Dirigiu 26 peças desde a sua formatura na CAL - Casa das Artes de Laranjeiras em 1996. Foi o primeiro diretor a encenar textos de Sarah Kane e Anthony Neilson no Brasil. Foi Diretor Artístico do Teatro Gláucio Gill, em parceria com Daniele Avila Small, na Ocupação Complexo Duplo, projeto indicado aos Prêmios Shell e APTR na categoria especial. Foi indicado ao Prêmio Shell pelas canções originais da peça Contra o vento - um musicaos, compostas com Luciano Moreira, com quem também fez a direção musical de Cabeça (um documentário cênico), pelo qual recebeu o Prêmio Shell de Melhor Música e o 6º Prêmio Questão de Crítica. Estas duas peças compõem com Catarse - uma para-ópera a Trilogia Paramusical. Atualmente se dedica a criação do espetáculo Dois (mundos) que deverá estrear nos teatros em 2021, mas que já está sendo apresentado online, como um experimento cênico em episódios pela internet. Em 2021 também está prevista a chegada aos palcos dos CCBBs de Não estamos mortes, adaptação de A morta de Oswald de Andrade, sob sua direção.

Número máximo de participantes: 18

O laboratório será realizado em português, com a presença de uma monitora para colaborar com o intercâmbio entre falantes de português e espanhol

As inscrições devem ser feitas até o dia 25 de novembro pelo formulário https://forms.gle/mzZDotmYJdLYKgQx8